Os alunos do 12.º A, quando visitaram, este semestre, a Biblioteca Municipal foram convidados a realizar narrativas ilustradas por imagens previamente dadas.
Ficaram lindas e cá estão elas. Parabéns!
A imitação
Era uma vez um animal de 4 patas,
com pelo, 2 olhos, 2 orelhas e um par de botas…. Resumidamente, era o gato das
botas, ou uma imitação barata dele. Mas havia um pequeno problema, é que este
gato não era lá muito bom a ser super-herói. As botas estavam sempre sujas e
escorregavam na relva, quando ele tentava andar com estilo.
Certo dia, enquanto caminhava,
avistou um pequeno inseto a voar. Então, levantou a pata como se fosse um
grande caçador, ficou imóvel e superconcentrado, de tal forma que parecia mesmo
um profissional.
- Agora é que vai ser! – pensou
ele.
Saltou!… Falhou redondamente.
Caiu de lado na relva, com as botas a voarem para trás. O inseto continuava a
voar como se nada tivesse acontecido.
Ele levantou-se, sacudiu o pé e
voltou a tentar porque, mesmo sendo uma imitação barata, tinha uma coisa
especial, nunca desistia, transformava tudo numa aventura e descobriu que as
botas só o atrapalhavam.
David Macau, Joana Silva, Rodrigo Tobias, Rodrigo Macau
Vai Jack
Era uma vez um grupo de amigos
que foi à praia e levou o Jack, o cão da Samanta Prozivalskyte, assim com uma
geleira cheia de comida e bebida. Quando chegaram à praia, encontraram um
chapéu de sol, com uma bola rosa lá perto.
Como era de manhã, muito cedo,
não havia ninguém na praia. Este grupo achou tudo muito estranho e, por isso, tentou
perceber o que se passava. Decidiram procurar à beira-mar e repararam que a
bola, que estava ao lado do chapéu de sol, já não se encontrava lá.
Ouviram um barulho estranho vindo
do mar e depararam-se com um jovem a afogar-se. Prontamente, correram todos
para dentro de água para o tentarem salvar. A Samanta, num ato de coragem,
largou a trela do Jack e gritou «Vai Jack». Com a ajuda do resto do grupo,
tiraram o rapaz de dentro de água. Ao falarem com o miúdo, ele admitiu que
estava alcoolizado e que os seus amigos o tinham abandonado.
Conclusão da história: nunca vão
com más companhias para a praia e nunca bebam.
André Carvalho, António Caniço, Diogo Alves, Samanta Prozivalskyte
Nas montanhas
Era uma vez uma rapariga chamada Sara
que sempre quis encontrar a felicidade nas pequenas coisas. Então, decidiu ir
explorar novos horizontes, bem como a escalada, o que acabou por mudar a sua
vida.
Naquela tarde, dirigiu-se ao
ponto de encontro, que tinha combinado com o instrutor, para realizar a sua
primeira aula. Sara é uma pessoa que
apresenta vários medos, sendo o maior deles a altura. Pedro, o seu instrutor,
ajudou-a a ultrapassar e enfrentar a sua maior dificuldade. Acabaram por
partilhar experiências de vida e houve, então, uma conexão que os fez ficar
horas e horas a falar, sem terem a noção do tempo, até verem um lindo pôr de
sol no topo da montanha, com um rio que rodeava toda a paisagem.
Foi assim que a Sara ensinou ao
Pedro que é nos mínimos detalhes que se encontra a beleza da vida.
Emanuel Costa, João
Belo, Matilde Lopes, Rita Ferro
À noite, numa floresta coberta de
nevoeiro azul, vagueavam dois lobos desesperados, mas nem sempre foi assim.
Antes, eram apenas um aluno e o seu professor de química. O professor,
considerado maluco pelas suas invenções, encontrou-se com o aluno e fez-lhe uma
proposta irrecusável. Sabendo que o aluno era um amante de metanfetaminas,
decidiu ir além da droga típica e criar uma experiência mais intensa, juntando
resíduos biológicos de lobo à receita.
Decidiram experimentar, sem terem
conhecimento que a droga era demasiado tóxica e impura. À meia noite desse dia,
ambos acordaram a meio dos seus sonos, transformados em lobos. Estavam
desorientados e perdidos. Eventualmente, tudo começou a distorcer-se e a
realidade não parecia tão real quanto pensavam. De repente, sentiram um arrepio
e acordaram nas suas camas.
Daí em diante, juraram nunca mais
consumir nenhuma substância ilícita. Será que realmente cumpriram a promessa?
André Marques, Cristiano Budaianu,
Nour Zahram
Entre páginas
encontradas
Ao fim da tarde, Mia caminhava
sozinha pela floresta, deixando que o silêncio das árvores a envolvesse. O chão
estava coberto de diversas flores silvestres e a luz dourada do sol filtrava-se
entre os ramos, criando sombras suaves no caminho. Enquanto seguia distraída,
algo no chão chamou a sua atenção, um livro antigo, de capa escura e bordas
gastas pelo tempo.
Curiosa, Mia baixou-se e pegou
nele com cuidado. Não havia qualquer nome na capa, nem sinais de quem o tivesse
deixado ali. Ao abrir o livro, encontrou páginas amareladas, cheias de letras
elegantes e desenhos abstratos. Sentou-se sobre uma pedra e começou a ler. As
primeiras páginas pareciam contar uma história comum, mas, à medida que
avançava, o texto tornava-se mais misterioso, como se estivesse a falar
diretamente com ela.
Quando chegou a meio do livro,
surgiu uma frase escrita em letras brilhantes e incompreensíveis. Sem saber
porquê, Mia leu-a em voz alta. Nesse instante, o silêncio da floresta foi
quebrado por um zumbido suave. Luzes douradas e faíscas começaram a sair das
páginas, girando à sua volta como pequenas estrelas. Antes que pudesse reagir,
o livro abriu-se por completo e um redemoinho de brilho envolveu-a.
Num instante, Mia deixou a
floresta para trás e entrou num mundo encantado, onde as árvores falavam e o
céu parecia feito de magia.
Margarida Coutinho, Margarida Nunes,
Mikaele
O lampião da vida
Após a morte, ninguém sabe o que
nos espera, assim como antes da vida. Neste estado do tempo e espaço, as almas
brilham, aguardando a sua hora de regressar ao lampião da vida. Enquanto estas
se encontram no limbo, são julgadas pelos seus feitos passados, obras contra a
vida proporcionam reencarnações dolorosas. Nesta condição, as almas são como
pirilampos numa floresta verdejante durante a madrugada. Quanto melhores os
seus feitos, mais brilham.
Depois do julgamento, cada
essência dirige-se ao lampião preparado para seguir a sua nova vida. Com cada
alma, o lampião brilha mais um pouco, mas este brilho não é eterno, é cíclico.
Almas regressam ao limbo e retornam à vida, assim mantendo o brilho
característico.
Uma alma era tão pura que fazia a
maioria do brilho no lampião. Há quem diga que atingiu o nirvana. Aquela não
era perfeita, mas estava consciente dos seus pecados e era responsável pelos
seus atos, provando …
David Rosa, Martim Marcelino, Martim
Arsénio, Tomás Alegria





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