Eu teatro, tu teatras, ele... Não, não! Não há qualquer coisa como "teatrar" na nossa língua. Não é um verbo. Fantochar é, "teatrar" não. A teatrada que Luísa Dacosta refere no prólogo* a Robertices é um nome e refere, nada mais nada menos, que um espetáculo dado em teatro.
E as duas peças que formam Robertices são muita teatrada porque têm muita diversão e cacetada - "brava pancada de roberteria". Mas esta cacetada de bonecos, fantoches, títeres ou marionetas " não parte cabeças, nem causa arrelias". E o teatro é mesmo isto, um brincar para aprender sobre as coisas da vida.
A sugestão da professora Catarina foi ao encontro do espírito do fantocheiro e o trabalho das suas alunas foi notável. Desde as ilustrações, passando pelos ensaios, até à representação d' O freguês caloteiro - uma das peças que forma Robertices -, as nossas alunas foram um exemplo de esmero e de entusiasmo.
As suas extraordinárias representações foram registadas em vídeo e originaram conversas muito boas com os colegas e amigos da sua turma e das turmas 1A 4 E 1B 4. As representações também contaram com uma visita muito especial: a professora Ana Ramalho!
Foi um gosto para as alunas e para a biblioteca ter a professora Ana Ramalho a assistir, uma vez que o Fantocheiro da biblioteca da Escola Básica n.º 2 de Porto Alto nasceu de uma ideia sua.
Em outubro começamos outra vez!
* Os prólogos das peças de teatro são lugares mágicos, uma vez que é o início da transformação do espectador.
(visite a nossa biblioteca digital em https://bibliotecadigitalaesc.webnode.pt/)
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