Mostrar mensagens com a etiqueta Ser escritor é cool. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ser escritor é cool. Mostrar todas as mensagens

Finalmente!





 Devido a contingências várias, só hoje pudemos oferecer à nossa fantástica vencedora do 2.º desafio do concurso de escrita criativa "Ser escritor é cool!" os seus merecidos prémios.

Mais uma vez, parabéns à querida Ana Cavaco, do 8.º F, pelo seu texto e pela sua participação!

(visite nossa biblioteca digital em https://bibliotecadigitalaesc.webnode.pt/)

Tão Cool!

 






Os alunos do 8.º C e do 8.º F receberam as suas lembranças pela participação (e vitória) no  3.º desafio concurso de escrita criativa "Ser escritor é cool!".

Momentos bonitos!

(visite nossa biblioteca digital em https://bibliotecadigitalaesc.webnode.pt/)

Ser escritor é cool! - resultados do 3.º desafio

 Eis os resultados da votação do júri aos 4 textos a concurso que nos chegaram, para o 3.º e último desafio: 


Camões VS O Futuro (Ou: Quem me dera ter ficado em 1572) - 578/600 pontos
O Despertar de Camões no Século XXI - 515/600 pontos
Camões nos dias de hoje - 522/600 pontos
Camões na Era Digital - 539/600 pontos


E, agora, divulgamos os outros 3 fantásticos textos, que pela qualidade são também uns vencedores! 

Camões na Era Digital

Lisboa. Século XXI. Luís de Camões desperta, atordoado com os sons, luzes e movimentos à sua volta. Os elétricos substituíram os cavalos, os barcos perderam as velas e os rostos estão virados para pequenos ecrãs.

Um jovem cruza-se com ele.

Camões: Por mil batalhas! Que realidade é esta, onde todos olham para tábuas de vidro e ignoram o mundo em redor?

Jovem: Olá! Estás bem? Nunca vi ninguém vestido assim… Isso que vês são telemóveis. Servem para comunicar, trabalhar, estudar, divertir… Tudo.

Camões: Te-le-mó-vel? E que encanto é esse que os prende como se fosse um feitiço?

Jovem: É só tecnologia. Temos internet, redes sociais, inteligência artificial, tudo em tempo real.

Camões: Tempo real? Pensava eu que todo o tempo era real. Mas se dizes que comunicam, porque vos vejo tão calados? Onde está o olhar direto, o toque sincero?

Jovem: Hoje a comunicação é rápida, prática. Enviamos mensagens, fazemos videochamadas. Não é preciso estar frente a frente.

Camões: Prática, sim… Mas onde fica o sentimento? A carta escrita à mão, o poema declamado ao luar? Há beleza na demora, sabedoria na espera.

Jovem: É tudo mais imediato. E também mais superficial, às vezes. Partilhamos imagens, frases curtas, emoções rápidas.

Camões: Vejo, então, que trocais profundidade por velocidade. Estais ligados, mas talvez desligados do essencial.

Jovem: Muitos sentem isso. Há solidão, ansiedade, apesar de estarmos “conectados”.

Camões: A tecnologia não é o mal, mas o uso que dela se faz. Se serve para unir, bem-vinda seja. Mas se distancia corações, que se repense o caminho.

Jovem: É difícil encontrar equilíbrio. Tudo acontece tão depressa…

Camões: A pressa rouba-nos o sabor das coisas. Um poema lido em segundos perde o seu poder. Um amor declarado por emoji perde a sua alma.

Jovem: Emoji?

Camões: Desenhos em vez de palavras? Ai de mim! Onde está o encanto da metáfora, o arrepio da rima?

Jovem: Ainda há quem escreva. Mas são poucos…

Camões: Então que se escreva mais. Que se sintam mais as palavras, que se viva mais devagar. Talvez assim se reencontre o que já se começa a perder: o verdadeiro contacto humano.

 

Lara Mendes nº17, João Salvador nº16, Turma: 8F 

Camões nos dias de hoje

(Num jardim tranquilo junto ao Tejo, estava um jovem chamado Tiago a olhar para o telemóvel quando apareceu, confuso, um homem de barba e roupa antiga. Era eu, Luís de Camões.

Camões: Que mundo é este, tão ruidoso? Por onde anda Lisboa, com o seu fado e as varandas?

Tiago: Eh… Está bem no meio dela, senhor. Mas quem é o senhor vestido assim? Algum ator?

Camões: Ator? Não. Mas poeta fui. Camões é o meu nome — talvez já tenhas ouvido falar de Os Lusíadas?

Tiago com os olhos arregalados: Camões?! Tipo… O Camões? O dos poemas épicos?

Camões: O mesmo. Mas dizei-me, por que andam todos curvados sobre esses espelhos?

Tiago: Isto? É um telemóvel. Com ele falo com pessoas, tiro fotos, vejo vídeos, leio livros…

Camões: Um só espelho faz isso tudo? Que feitiçaria moderna é esta? E ainda há livros em papel?

Tiago: Ainda há, mas muitos leem em ecrãs. Há até inteligência artificial que escreve textos, etc...

Camões: Que é da inspiração se as máquinas compõem o verso?

Tiago: Pois… É uma discussão que temos.

Camões: Tal como a caneta precisa da mão, imagino que esses vossos espelhos precisam de propósito. Mas dizei-me: ainda se canta o amor?

Tiago: Ainda se canta, mas agora é mais com autotune. Mas o amo, esse continua complicado.

Camões: Ah! O amor não muda, apenas muda a forma como o cantamos. Dizei-me, jovem: que valor tem hoje a palavra? Ainda há quem chore por versos?

Tiago: Alguns sim, outros só choram por não ter WiFi.

Camões: O mundo corre, e talvez esqueça de sentir. E as guerras? As viagens? Os heróis?

Tiago: Guerras há, mas não são com espadas. Agora são drones e ciberataques. E os heróis… Bem, há quem os encontre em influencers.

Camões: Estranha forma de viver...

Tiago: E o senhor, o que faria se vivesse hoje?

Camões: Talvez escrevesse nas vossas redes sociais. Mas nunca deixaria de falar ao coração.

Tiago: Sabe, acho que há muitos que ainda precisam de Camões.

Camões: Então que venha o futuro, desde que não nos leve a alma.

 

(Camões ergue os olhos para o céu, agradecido por ter vivido um dia de hoje.)

Beatriz Oliveira e Maria Monteiro, 8.º F

O Despertar de Camões no Século XXI  

Cena I – O Encontro Inesperado

Camões abre os olhos, confuso, sentindo o peso de séculos nas suas memórias. As ruas que o cercavam eram uma amálgama de luzes e ruídos estranhos. Ao caminhar desajeitadamente, encontra um jovem com um telemóvel na mão. Intrigado, aproxima-se e diz:
— Jovem, onde estou? Que mundo é este que se revela diante de mim? — pergunta Camões, com voz firme mas perplexa.
O cidadão do século XXI, surpreso pela indumentária peculiar e o tom poético, responde:
— Estamos no ano de 2025. Parece que viajaste no tempo, senhor… Quem és tu?
— Sou Luís de Camões, poeta de Portugal e cantador de feitos de outrora. Mas dizei-me, que engenho mágico é esse que manejais?

Cena II – A Descoberta da Tecnologia

O jovem levanta o telemóvel e tenta explicar.
— Isto é um smartphone. Com ele, posso comunicar instantaneamente com pessoas em qualquer parte do mundo, aceder a informações, ler livros e até ver filmes.
Camões, espantado, aproxima-se para observar.
— Comunicação instantânea, dizes? Sem o uso de mensageiros ou cartas? É magia ou ciência?
— Ciência, meu caro. A tecnologia avançou bastante desde o teu tempo. A nossa vida depende muito destes dispositivos.
— Oh, quão distinta é a tua realidade da minha! Mas, dizei-me, esta facilidade de comunicar não vos rouba o encanto do convívio pessoal?

Cena III – A Crítica à Modernidade

O jovem hesita antes de responder.
— Tens razão. Com tanta comunicação virtual, às vezes esquecemos de valorizar os encontros presenciais. Muitos de nós vivem mais no ecrã do que no mundo real.
Camões sorri, mas com um ar melancólico.
— Ah, que triste sina! A convivência, o calor humano, não deveriam ser substituídos por estas frias engenhocas. O amor e a amizade precisam de olhares, toques e palavras ditas com emoção.

Cena IV – O Impacto da Velocidade

— E sobre a rapidez da informação? — pergunta o jovem. — Hoje podemos saber o que acontece no outro lado do mundo num instante.
Camões pondera antes de responder.
— É verdadeiramente notável, mas pergunto-me se não vos sobrecarrega a alma. A pressa de saber tudo e de tudo responder não vos priva da calma necessária para a reflexão? O meu tempo era lento, mas cada palavra escrita carregava peso e intenção.

Cena V – A Arte na Era Digital

O jovem, entusiasmado, partilha mais.
— Também podes ler poesia e literatura no telemóvel. Todos os grandes poetas, como tu, estão agora ao alcance de todos!
Camões ergue as sobrancelhas, impressionado.
— Isso é digno de louvor. Porém, questiono: será que os leitores ainda apreciam o valor da palavra escrita? Ou consomem tudo de forma ligeira e sem verdadeira compreensão?
— Alguns ainda o fazem, mas muitos preferem conteúdos mais curtos e simples.
— Que pena, jovem! Pois a arte merece dedicação e tempo.

Cena VI – A Despedida Reflexiva

Camões olha para o céu iluminado pelas luzes artificiais.
— Jovem, este mundo assombra-me pela sua grandeza, mas aterroriza-me pela sua pressa e solidão. Não desprezeis a tecnologia, mas cuidai para que ela não vos roube a humanidade.
O jovem acena, emocionado.
— Obrigado pelas tuas palavras, Camões. Dás-nos algo em que pensar.
O poeta sorri e começa a caminhar. Embora deslocado, sente que sua missão de observar, questionar e inspirar permanece viva, mesmo neste novo mundo.

Ivan Roque 8⁰C

(visite nossa biblioteca digital em https://bibliotecadigitalaesc.webnode.pt/)

Muito merecido!

 

O terceiro desafio deste entusiasmante concurso presenteou-nos com 4 lindos trabalhos de alunos do 8.º C e F.

Os alunos tinham de maginar que Camões acordava no mundo de hoje e era confrontado com as incríveis mudanças tecnológicas introduzidas na sociedade atual. Qual seria a opinião dele sobre essa transformação tão disruptiva? Para explorar essa ideia, deviam construir um diálogo entre Camões e um cidadão do século XXI, no qual ele questiona os factos e expressa a sua opinião sobre a vida moderna, a comunicação instantânea e o impacto da tecnologia nas relações interpessoais. 

O júri deliberou e o texto vencedor é este, do Gustavo Mateus: 

Camões VS O Futuro (Ou: Quem me dera ter ficado em 1572)

(Camões acorda num banco de jardim, desnorteado. Olha em volta e vê um jovem com um telemóvel na mão.)

Camões: Ai de mim! Que feitiçaria é esta? Tamanha claridade, sem candeia e um povo que anda de olhos pregados a pedras mágicas?

Jovem: Eish, o senhor está bem? Parece que caiu de uma máquina do tempo…

Camões: Que dizeis, mancebo? Por acaso sois vós um mago? Como fazeis para falar com esse… esse artefacto brilhante?

Jovem: Isto? Um telemóvel. Dá para falar, ver vídeos, jogar… Basicamente, a vida toda está aqui dentro.

Camões: Vossa vida numa pedra? Pois se nas minhas epopeias soubera de tal engenho, muito trabalho me teria poupado!

Jovem: Pois, mas hoje em dia ninguém escreve epopeias. Agora há tweets.

Camões: Tweets? Não me digais que os pardais escrevem…

Jovem: Não, são frases curtas que se metem na Internet.

Camões: Internet? Por São Jorge! É pois um mar invisível onde se navega sem caravela?

Jovem: Exato! Até há sites que fazem poemas automaticamente.

Camões: Vil máquina! Usurpa a pena dos poetas!

Jovem: Mas, se quiser, pode pôr o seu Os Lusíadas online, assim chega a mais gente.

Camões: Antes escreveria eu mil sonetos à luz de velas do que confiar minha obra a esse espírito digital!

(Um carro elétrico passa, silencioso. Camões grita e esconde-se atrás do banco.)

Camões: E aquele monstro que rola sem corcéis? Feiticeiros!

Jovem: Calma, é só um Tesla. Anda sozinho.

Camões: Anda… sozinho?! Ora, por vossa mercê, dizei-me que em vossa era ao menos ainda há vinho!

Jovem: Claro! E agora há vinho sem álcool.

Camões: Sem álcool?! Levai-me de volta à batalha de Alcácer Quibir, que este mundo é mais cruel!

(O jovem ri. Camões levanta-se e avista um outdoor com uma influencer a fazer uma selfie.)

Camões: Santo Deus! Quem é esta donzela que se retrata e exibe ao povo?

Jovem: Uma influencer. Ganha dinheiro a pôr fotos na Internet.

Camões: Fotos? Como pinturas?

Jovem: Mais ou menos, mas sem precisar de pincel.

Camões: E ela é famosa por isso?

Jovem: Sim, tem milhões de seguidores.

Camões: Então, a fama já não vem da guerra, da poesia ou das descobertas, mas sim de fazer caretas para um espelho mágico?! Feliz fico eu! Que nunca no meu tempo se valorizavam coisas simples como a arte!

Jovem: Não é nada disso! Apesar de ela ter milhões de seguidores, tem vindo a perder cada vez mais. O mundo de hoje está cada vez mais a baixar a valorização da arte!

Camões: (desesperado) Mandai-me já de volta ao século XVI, que este novo mundo é uma epopeia… Mas de loucos!

(Fim – ou talvez o verdadeiro início da maior crise existencial da vida de Camões!)


Muito merecido! Parabéns, Gustavo!


(visite nossa biblioteca digital em https://bibliotecadigitalaesc.webnode.pt/)

De regresso



 Regressamos assim, com a prova de que temos excelentes e esforçados alunos.

Que seja um feliz regresso para todos!

(visite nossa biblioteca digital em https://bibliotecadigitalaesc.webnode.pt/)


Vencedora do 2.º desafio "Ser escrito é cool!"

 

PARABÉNS, ANA CAVACO, DO 8.º F!

A nossa querida aluna foi a vencedora nacional do 3.º ciclo do Concurso "Ser escritor é cool!" com este maravilhoso texto:

No Labirinto da Mente


No espelho, vejo um reflexo,
Um eu que não sei bem quem é.
Sonhos e medos, um complexo,
Entre risos e lágrimas, continuo em pé.

As redes sociais brilham na tela,
Mas a solidão grita mais alto.
Amigos de longe, a vida é bela,
Mas perto, sinto o coração em asfalto.

Caminho por corredores de dúvidas,
À procura de um lugar onde me encaixar.
As vozes na minha cabeça são turvas,
Mas insisto em lutar.

A vida é um mar revolto,
Navego em busca de um pouco de paz.
Entre as ondas, às vezes volto,
E descubro que sou mais do que capaz.

 

Tão merecido!

Tão bom!

(visite nossa biblioteca digital em https://bibliotecadigitalaesc.webnode.pt/)


Ser escritor é cool! - vencedor 3.º ciclo

 

A votação foi muito, muito renhida, mas o texto vencedor foi: 


No Labirinto da Mente


No espelho, vejo um reflexo,
Um eu que não sei bem quem é.
Sonhos e medos, um complexo,
Entre risos e lágrimas, continuo em pé.

As redes sociais brilham na tela,
Mas a solidão grita mais alto.
Amigos de longe, a vida é bela,
Mas perto, sinto o coração em asfalto.

Caminho por corredores de dúvidas,
À procura de um lugar onde me encaixar.
As vozes na minha cabeça são turvas,
Mas insisto em lutar.

A vida é um mar revolto,
Navego em busca de um pouco de paz.
Entre as ondas, às vezes volto,
E descubro que sou mais do que capaz.

 

Ana Cavaco

8ºF

Parabéns! Este será o trabalho que representa o agrupamento no concurso, porque



Ser escritor é cool! - trabalhos participantes do 3.º ciclo

 

Tema do 2.º desafio: Nos seus poemas, Camões aborda temas como a fugacidade do tempo, o amor e a busca do sentido da vida. Cria um poema ou uma narrativa em que elabores e aprofundes a tua própria visão sobre um desses temas, inspirando-te na obra do poeta.

No Labirinto da Mente


No espelho, vejo um reflexo,
Um eu que não sei bem quem é.
Sonhos e medos, um complexo,
Entre risos e lágrimas, continuo em pé.

As redes sociais brilham na tela,
Mas a solidão grita mais alto.
Amigos de longe, a vida é bela,
Mas perto, sinto o coração em asfalto.

Caminho por corredores de dúvidas,
À procura de um lugar onde me encaixar.
As vozes na minha cabeça são turvas,
Mas insisto em lutar.

A vida é um mar revolto,
Navego em busca de um pouco de paz.
Entre as ondas, às vezes volto,
E descubro que sou mais do que capaz.

 

Ana Cavaco

8ºF

A Perdição do Tempo

(na minha experiência)

 

Todos nós sabemos que nascemos, morremos e ultrapassamos obstáculos que nos parecem, ou até mesmo são, difíceis e que têm a ilusão de serem inalcançáveis.

O tempo e a ansiedade têm uma relação mútua. Para mim, a ansiedade procura o tempo para ser mais perturbadora e persistente. Nós não nos podemos deixar levar por ela, mesmo que ela o tencione fazer. Luís de Camões procura explicar além do amor, isso mesmo, ou seja, a perdição do tempo, neste caso, com os seus poemas.

 No meu ponto de vista, a ansiedade é uma emoção que pode ser muito boa, como na preparação para alguma coisa futura, mas também pode ser muito má, como na preparação excessiva de coisas para o futuro e no desespero sobre tudo o que vemos à nossa frente.

Por fim, procuro explicar com este texto, o sentido da vida, no entanto, não o encontro, e provavelmente quem o está a ler também não, porque se pensarmos bem, não há um motivo aparente para estarmos aqui hoje, ou vamos pelo lado da ciência, ou pelo lado de Deus, ou pelos dois, que é o meu caso, não sei porque é que nós fomos criados, mas tenho a mínima desconfiança de quem o fez.

Gustavo Mateus, 8ºF


Um Encontro com Camões

No rio do tempo, eu vagueava,

Quando ao longe, o poeta avistava.

Luís de Camões, de olhar penetrante,

Chamou-me a falar, num tom marcante.

 

"Jovem perdido, que buscas aqui?

É o amor, o tempo ou algo por vir?"

Respondi com coragem: "O sentido da vida,

Por entre as sombras, procuro a saída."

 

"Ah, pobre alma, o tempo é traiçoeiro,

Foge-te dos dedos como o rio ligeiro.

E o amor, eterno, em sua fugacidade,

Revela-se todo na sua saudade."

 

"Mas, mestre, não há destino a encontrar?

Afinal, para quê tanto caminhar?"

Camões sorriu, com sabedoria,

"Eis que viver já é tua alquimia."

 

Assim partiu, no vento se perdeu,

Deixando-me com tudo o que me deu.

Nos versos da vida, um eco profundo,

O tempo e o amor são espelhos do mundo.

 

Ivan Roque  n.⁰11

8.⁰C  


Sombras do Instante

 

Ó tempo, que foges sem nunca olhar,

Levas contigo o que mal vivi,

Deixas-me preso a tentar lembrar

Os dias que um dia perdi.

 

Em ti tudo nasce e tudo perece,

És mão que dá, és mão que apaga,

Por mais que o coração se apresse,

A tua marcha nunca se indaga.

 

Ontem fui sonho, força e paixão,

Hoje sou sombra do que já fui,

Amanhã, pó, na vastidão,

Eco perdido que ninguém intui.

 

Teu sopro apaga o brilho da lua,

Dissolve memórias no ar fugaz.

Por que não paras, ó mão nua,

E dás-me um instante que seja de paz?

 

As árvores que viram nascer o amor

Caem agora sob o teu frio açoite,

E os rios que outrora cantavam vigor

Silenciam seus cantos ao findar da noite.

 

Mas não te maldigo, tempo tirano,

Pois em tua pressa há lição divina:

Mostras que o agora é o mais soberano,

E na sua fraqueza, a força se afina.

 

Cada momento que me roubas cruel

É também luz que me ensina a viver,

Pois no breve instante em que tudo é fiel,

Reside o milagre de apenas ser.

 

Corre, então, ó tempo eterno,

Que a ti não mais vou resistir.

És rio, és chama, és fogo interno,

E eu, passageiro do teu fluir.

 

De ti faço verso, em ti deixo vida,

Ainda que tudo tenha fim.

Que a tua marcha, lenta ou perdida,

Guarde este canto dentro de ti.

 

João Salvador e Lara Mendes, 8ºF


O Rasto do Tempo

 

Ó tempo ingrato, tirano sem memória,

Que devoras os dias num sopro cruel,

Em vão procuro gravar minha história

Nas areias que fogem ao toque do céu.

 

Teus passos furtivos não deixam sinais,

Apenas sombras que a brisa desfaz,

E entre os meus sonhos e gestos tão reais,

Tudo é perdido, nada se refaz.

 

Por que motivo, ó tempo, és tão ligeiro,

Correndo adiante, sem pausa ou razão?

Não ouves o pranto do pobre ou guerreiro,

Que implora por mais um instante na mão?

 

As flores que ontem dançavam ao vento

Hoje repousam na sombra do chão.

Assim se esvai o mais doce alento,

Trocado por cinzas da recordação.

 

Ah, mas se és tirano, também és mestre,

Mostrando que nada nos pode deter.

Na tua cadência que nunca se investe,

Reside a verdade que devemos saber.

 

Se o tempo escapa, que importa afinal,

Enquanto o coração à vida persistir?

Pois cada momento é porto imortal,

Guardando no peito o eterno porvir.

 

Ó tempo, não temo o teu avanço voraz,

Ainda que apagues meu nome e meu rosto.

Enquanto em meus versos soar minha voz,

Serás meu aliado, e não meu desgosto.

 

Que venha, portanto, o fim anunciado,

Pois nele repousa o início esperado.

O tempo, ao fim, é ciclo profundo,

Onde a vida renasce no sonho do mundo.

 

João Salvador e Lara Mendes, 8ºF


O júri já votou, o público já se manifestou e os vencedor vai ser anunciado daqui a pouco.

Parabéns a todos os participantes!


 (visite nossa biblioteca digital em https://bibliotecadigitalaesc.webnode.pt/)


Ser escritor é cool! - 2.º desafio

 


Neste desafio, tivemos apenas um trabalho a concurso, representativo do 1.º ciclo, cujo tema era:

"Camões dedicou muitas palavras ao amor, esse belo sentimento, que aproxima as pessoas e as torna mais humanas. Podemos sentir amor por alguém, amizade pelos amigos, afeto pelos nossos animais de estimação, uma ligação especial por alguém que nos compreende e nos apoia sem reservas.
Pensa em alguém de quem gostes muito e, imaginando que estás num país longínquo, escreve-lhe uma carta onde expresses os sentimentos que te vão na alma."

A Maria Inês Antunes Quintas Ribeiro, do 4.º I4, do Centro Escolar de Porto Alto, inspirou-se e escreveu assim:


Querida Maria Eduarda:

Espero que estejas bem.

Queria que estivesses aqui, pois seria muito divertido!...

E que tal fazermos uma festa do pijama com muitos doces (chocolates, gomas, marshmallow e ice tea)?

E vamos aproveitar os momentos que não aproveitamos enquanto eu estive fora.

Beijinhos e abraços da tua amiga

 

 Maria Inês


Este, será o texto a representar o nosso agrupamento no 2.º desafio de "Ser escritor é cool!"

Parabéns!


Claro que "Ser escritor é cool"!

 






Também os alunos do 8.º F, participantes no concurso "Ser escritor é cool!", mas que não foram selecionados, mereceram um presentinho da BE e uma homenagem pelos seus trabalhos, empenho e coragem!

Obrigado e parabéns!

(visite nossa biblioteca digital em https://bibliotecadigitalaesc.webnode.pt/)

A magia do fantocheiro

  O interessante desta atividade, para além dos seus benefícios, é testemunhar o empenho e o entusiasmo dos alunos na apresentação da narrat...

Publicações mais vistas