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Blogue das Bibliotecas Escolares do Agrupamento de Escolas de Samora Correia, concelho de Benavente, distrito de Santarém.
O Dia de Reis é celebrado anualmente a 6 de janeiro. Por norma, o Dia de Reis é celebrado já na noite de 5 para 6 de janeiro, ou seja, na véspera do Dia de Reis.
É uma data comemorativa importante, mas não é feriado. Ela celebra a chegada dos Reis Magos - Belchior, Baltazar e Gaspar - que encontraram o local onde o Menino Jesus havia nascido mediante a indicação de uma estrela e levaram para o Menino os seguintes presentes: ouro, incenso e mirra.
Este dia é também conhecido como Festa da Epifania, que comemora a manifestação de Jesus aos homens como o Filho de Deus.
O Dia de Reis marca o encerramento das festividades natalícias em Portugal, sendo uma data cheia de tradições, que refletem a ligação entre fé e cultura popular.
Esta celebração recorda a história dos Três Reis Magos – Belchior, Baltazar e Gaspar – que, vindos do Oriente, foram guiados por uma estrela até Belém, onde visitaram o Menino Jesus e ofereceram presentes de grande significado: ouro, incenso e mirra.
Em Portugal, é costume que as famílias se reúnam neste dia para celebrar o final do ciclo natalício com uma refeição especial. Nessa refeição, são servidos pratos como bacalhau com batatas cozidas, acompanhados de sobremesas típicas da época, como o pão-de-ló, as rabanadas, os sonhos e outros doces tradicionais, especialmente o tradicional bolo-rei.
Outro costume importante é o canto das "Janeiras", uma tradição popular que tem início logo após o Natal e se prolonga até o Dia de Reis. Nas regiões rurais, pequenos grupos de amigos ou vizinhos vão de porta em porta, cantando músicas que anunciam o nascimento de Jesus.
Muitas famílias escolhem esta data para retirar os enfeites de Natal, como o presépio e a árvore de Natal. Além disso, algumas localidades realizam recriações da chegada dos Reis Magos em procissões ou dramatizações.
A história dos Reis Magos está na Bíblia e pode ser lida no Evangelho de Mateus (Mateus 2:1-16).
Na Bíblia, os Reis Magos são chamados de magos, porque, na verdade, eram sábios. Eles tinham vindo do Oriente, guiados por uma estrela, e estavam à procura do rei dos judeus que era recém-nascido.
Quando chegaram a Jerusalém, perguntaram ao rei Herodes onde o recém-nascido estava, porque queriam adorá-lo. Herodes, que nada sabia a respeito, reuniu os chefes dos sacerdotes do povo e os mestres da lei, que confirmaram que Cristo nasceria em Belém, por isso, com receio de perder o trono, Herodes planeou matar o Menino.
Entretanto, os Magos seguiram o seu caminho e encontraram Jesus. Ofereceram-lhe presentes, cada um deles com um significado diferente.
Ao entrarem na casa, viram o menino com Maria, sua mãe, e, prostrando-se, o adoraram. Então abriram os seus tesouros e lhe deram presentes: ouro, incenso e mirra.
Depois de os Reis Magos terem adorado o Menino, regressaram a sua terra.
(Fonte: https://www.calendarr.com/portugal/dia-de-reis/)(visite nossa biblioteca digital em https://bibliotecadigitalaesc.webnode.pt/)
RECEITA DE ANO NOVO
Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)
Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
E trabalho vencedor, após escrutínio do júri e do público é o do Ivan Roque, do 8.º C.
Parabéns pelo lindo texto!
A Ilha Perdida
Era
um dia quente de verão em Sagres, quando João, um aventureiro português,
decidiu embarcar numa viagem sem rumo fixo, mas com um destino profundo na
alma. Ele sempre sonhara explorar o mundo, descobrir terras desconhecidas e, quem
sabe, escrever sobre isso para inspirar futuras gerações. Com o vento a soprar
forte e o mar calmo, ele partiu de barco, cruzando o Atlântico, o Índico e,
finalmente, o Pacífico. A sua rota era incerta, mas a sua determinação era
firme.
Após
meses de navegação, João chegou às costas de Hong Kong, mas, algo estranho
aconteceu. Numa manhã enevoada, enquanto navegava pelo mar da China Meridional,
uma enorme ilha surgiu à sua frente, uma ilha do tamanho do arquipélago de
Tristão da Cunha, algo completamente inesperado. O que mais lhe chamou a
atenção foi o facto de a ilha não constar em nenhum mapa. A água ao redor da
ilha tinha uma tonalidade cristalina.
Ao
chegar à ilha, João ficou espantado ao perceber que não havia sinais de
civilização, mas a vegetação era pouquíssima (por ter ficado submersa por
anos). Ele explorou a ilha durante semanas, registando tudo o que encontrava,
desde plantas raras a ossadas de animais que viveram por lá há milénios, mas
que agora, descansam em paz. Algo o intrigava, no entanto. A ilha parecia ter
surgido do nada, como se o aquecimento global tivesse feito com que uma vasta
porção de terra surgisse das profundezas do mar.
João
encontrou, mais a sul, vestígios da Dinastia Song (宋), como ruínas e artefatos
que pareciam ser de uma cultura esquecida. Havia algo no ar que o fazia sentir
que a ilha não era apenas um acidente geológico, mas sim um local com uma
história profunda e misteriosa. O calor intenso da região parecia ter alterado
o clima de tal forma que a vegetação exótica da ilha florescia, mas também
provocava distúrbios atmosféricos e meteorológicos ao redor, criando um
fenómeno inexplicável.
A
descoberta da ilha, com o seu tamanho imenso e recursos abundantes, fez João
refletir sobre o impacto da humanidade no planeta. Ele percebera que a terra
ainda tinha segredos a revelar e que, por mais que o aquecimento global tenha
destruído tantas coisas, também criou novas possibilidades. A ilha, que parecia
um refúgio natural, era um testemunho das forças indomáveis da Terra. João
decidiu batizá-la de "Hei Mong Dou" (Ilha da Esperança, traduzido do
cantonês), devido à ilha ter sido uma ilha próspera, quer seja tecnologicamente,
quer seja em população.
João
regressou a Portugal, trazendo consigo mapas, notas e fotos de Hei Mong Dou,
decidido a partilhar o seu segredo com o mundo. Quando revelou a sua descoberta,
todos ficaram surpreendidos com a magnitude da ilha e a sua localização única.
As autoridades portuguesas, intrigadas, entraram em contacto com a China, que,
após uma análise cuidadosa, reivindicou a ilha, oferecendo-se para torná-la
parte do seu território. Em troca, prometeram pagar uma quantia generosa pela descoberta
e garantiram que o nome dado por João, Hei Mong Dou, seria mantido como o nome
oficial da ilha. A proposta foi aceite e João viu o seu feito tornar-se uma
parte significativa da história, embora longe da solitária aventura que
imaginara.
O interessante desta atividade, para além dos seus benefícios, é testemunhar o empenho e o entusiasmo dos alunos na apresentação da narrat...