Onde moram as coisas

As queridas Sandra Ferreira e Ana Luísa Caniço, da biblioteca municipal, realizaram com 2 turmas de 6.º ano da escola sede do nosso agrupamento, uma atividade sobre a obra ONDE MORAM AS COISAS de Pedro Ferrão e Marc Parchow.
No final, os alunos são convidados a construir narrativas e o resultado foi este:

 "Era uma vez… Uma viola que cada som que tocava era transmitido para um livro. Essa música até aos cães agradava podendo levá-los a outros horizontes. Os pássaros cantavam, as flores floresciam… Até os que andavam na estrada gostavam de ouvir aquela música. Os cães, apesar de não terem sapatos, andavam com os pés descalços, mas sentiam-se quentes com a melodia que ouviam. Melodia capaz de aquecer o coração, o nosso coração. A música fazia pensar as pessoas que podiam voar mais alto… tão alto… até às montanhas. Lá nas florestas há muitos caçadores a disparar, ficando muitos animais sem casa, só com pedras no caminho. Ao pé das pedras vivem bancos, onde se sentam dois amigos. Um deles é careca, o outro um porco. Ambos gostam de observar os peixes no mar e o seu fundo cheio de areia. E sabem que mais? A areia pode ser como a imaginação, muita!... Só há um problema, o espanador levanta muito pó e os pés do careca cheiram a chulé! Calma, não se preocupem, a Dona Gertrudes resolve! Para além de ser especialista a limpar o pó ao fundo do mar, é perita a arrumar o chulé no móvel do peixe balão."

 11 de dezembro de 2017 | Biblioteca Escolar da Escola Básica Professor João Fernandes Pratas, Samora Correia Turma 6.º C   | Prof.ª Fátima Cota

"As coisas moram num oceano poluído e há lá dentro um porco (vivo, porque consegue respirar debaixo de água) que antes morava num jardim. O porco gostava muito de comer migalhas e para andar cheiroso usava perfume de flores e fazia muitos sonhos diferentes. Ele gostava ainda de usar sapatos novos e a sua dona, uma grávida, adorava ir às compras com ele, mas sempre a comer pão com manteiga (GULOSOS!). A grávida tinha uns pés grandes, pois foi picada por uma abelha que morava na colmeia. E dava ao seu animal de estimação um queijo mágico que o fazia respirar debaixo de água. O jardim tinha um jardineiro que dava migalhas aos pássaros e o jardineiro tinha os ouvidos cheios de areia, passando a vida a limpá-los com um cotonete. O seu sitio preferido para guardar os cotonetes era uma estante de livros cheios de pó para limpar. Nessa estante, também se guardava velas. Entretanto, apesar do jardineiro querer grelhar o porco, tornou-se amigo deste, porque no fundo cultivava flores com a liberdade. E aqui entre nós que ninguém nos ouve… O jardineiro, enquanto comia mel com bolachas, gostava de tocar música, mas fazia tantas migalhas!…

 11 de dezembro de 2017 | Biblioteca Escolar da Escola Básica Professor João Fernandes Pratas, Samora Correia Turma 6.º D | Prof.ª Fátima Cota



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