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A 3 de novembro de 1957, a URSS lança para o espaço o satélite Sputnik, com a cadela Laika a bordo



 Faz amanhã anos que, às 22 horas e 28 minutos, a União Soviética lançava para o espaço o satélite Sputnik II, tendo a bordo a cadela Laika, sendo certo que ela não poderia voltar à terra, pois o satélite não possuía mecanismos de retorno.

Várias versões foram apresentadas sobre a forma como este animal teria morrido. Apenas em 2002, se soube a cruel verdade: após 4 a 5 horas de voo, a Laika faleceu com calor, sofrendo imenso com desidratação e convulsões. Em sua homenagem, e tendo em conta o seu sacrifício prol da ciência, milhares de cadelas em todo o mundo foram batizadas com o seu nome...



Terramoto de 1755 - 1 de novembro


 

A 1 de novembro de 1755, às 9 horas e 40 minutos, um violento terramoto atinge Lisboa e outras localidades portuguesas.

A historiadora Luísa Viana Paiva Boleo, no seu livro CASA HAVANEZA - 140 anos à esquina do Chiado, descreve assim este pavoroso acontecimento:

«O sismo teve o epicentro no mar, a oeste do estreito de Gibraltar, atingiu o grau 8,6 na escala de Richter e o abalo mais forte durou sete intermináveis minutos. Por ser sábado, acorreram mais pessoas às preces. As igrejas tinham os devotos mais madrugadores. Só na igreja da Trindade estavam 400 pessoas. Se os abalos tivessem começado mais tarde, teria havido mais vítimas, pois os aristocratas e burgueses iam à missa das 11 horas. Depois dos abalos, começaram as derrocadas. O Tejo recuou e depois as ondas alterosas tudo destruíram a montante do Terreiro do Paço e não só. Era o fim do mundo!

Os incêndios lavraram por grande parte da cidade durante intermináveis dias. Foram dias de terror. As igrejas do Chiado e os conventos ficaram destruídas. A capital do império viu-se em ruínas, já para não falar de outras zonas do país, como o Algarve, muitíssimo atingida pelo sismo e maremotos subsequentes. Do Convento do Carmo, construído ao longo de mais de trinta anos e terminado, provavelmente, em 1422, com o empenho e verbas do Condestável Nuno Álvares Pereira, sobrou um amontoado de ruínas. A comunidade italiana que mandara construir a Igreja do Loreto viu cair o sino da torre, e, de seguida, o incêndio tudo consumiu. Ficaram os escombros. Quanto às igrejas da Trindade e do Sacramento desapareceram. «O Sacramento, das 17 freguesias que sobre a ruína do abalo sofreram o estrago do incêndio, foi das mais destroçadas nessas horas funestas.» Não foi poupado o antigo Convento do Espírito Santo, que haveria de transformar-se nos Armazéns do Chiado e Grandela.

[...}

Na voragem do terramoto de 1755 desapareceram cinquenta e cinco palácios, mais de cinquenta conventos, a Biblioteca Real, vastíssima em livros e manuscritos e as livrarias (como sinónimo de bibliotecas) dos conventos de S. Francisco, Trindade e Boa Hora. As chamas reduziram a cinzas milhares de livros em cinco casas de mercadores de livros franceses, espanhóis e italianos, e em vinte e cinco – contadas por Frei Cláudio da Conceição – lojas e casas de livreiros. Salvou-se o precioso arquivo da Torre dos Tombo, devido aos cuidados do seu guarda-mor Manuel da Maia. Um jovem inglês de apelido Chase, que presenciou tudo, escreveu numa carta á família: «Porque o povo possuído da ideia de que era o Dia do Juízo, e querendo-se antes empregar em obras pias, tinha-se sobrecarregado de crucifixos e santos, e tanto os homens como as mulheres, durante os intervalos dos tremores, entoavam ladainhas ou atormentavam cruelmente os moribundos com cerimónias religiosas e, cada vez que a terra tremia, todos de joelhos bradavam misericórdia, com a voz mais angustiosa que imaginar se possa.» Balanço da tragédia: entre 12 a 15 mil vítimas mortais, numa população de 260 mil e mais de 10 mil edifícios destruídos. Voltaire, em Genebra, escreve impressionado Poème sur le désastre de Lisbonne(1)

(1) Não há unanimidade quanto ao número de mortos. Entre 20.000 e 100.000. Parece que o número mais aproximado terá sido de 60 mil.

(in https://www.leme.pt/magazine/efemerides/1101/terramoto-de-1755.html)

David Mourão-Ferreira, um escritor a descobrir



A 16 de junho de 1996, morre, em Lisboa, o escritor, jornalista, poeta e professor da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, David Mourão-Ferreira,  considerado um dos maiores poetas contemporâneos portugueses do século XX, nascido em Lisboa, em 24 de fevereiro de 1927.

Para além da sua vasta obra como escritor e poeta, colaborou em diversos jornais e revistas, entre os quais destacamos o Diário Popular e a revista Seara Nova. Depois da Revolução dos Cravos, exerceu o cargo de diretor de A Capital e de O DiaDesempenhou, ainda, funções governativas, tendo sido nomeado para cargo de Secretário de Estado da Cultura. Foi ele que assinou, em 1977, o despacho que criou a Companhia Nacional de Bailado.

Na televisão foi autor de alguns programas, com destaque para Imagens da Poesia Europeia , que foi transmitido pela RTP.  Em 13 de julho de 1981, foi condecorado pelo presidente da república e, nesse mesmo ano, recebeu o Prémio de Carreira da Sociedade Portuguesa de Autores. Em 2005, a Câmara Municipal de Lisboa homenageou o escritor atribuindo o seu nome a uma avenida no Alto do Lumiar.

Entre as suas obras poéticas mais representativas, destacam-se A Viagem Secreta e Tempestade de Verão .   Na ficção narrativa, salienta-se Gaivotas em Terra , As Quatro Estações e Um Amor Feliz .    


DIA MUNDIAL DAS CRIANÇAS VÍTIMAS DE AGRESSÃO


Desde 1982, que, por proposta da ONU, a 4 de junho, é um dia em que toda a sociedade pode refletir sobre problemas de crianças que sofrem violência e agressão.

Cuidar das crianças não é uma tarefa exclusiva dos pais, é também um dever dos parentes, da comunidade, dos profissionais de saúde, dos educadores, dos governantes, enfim, de toda a sociedade. Para o efeito, a 20 de novembro de 1959, foi proclamada, pela Resolução da Assembleia Geral da ONU, a Declaração dos Direitos da Criança.

Fica o desafio: sabendo que, no mundo, há milhares de crianças vítimas de agressão (física e/ou psicológica), que contributo podemos dar para acabar com esse flagelo?

A D. Marília e a magia do fantocheiro da biblioteca da Escola Básica n.º 2 de Porto Alto

A César o que é de César, a Marília o que é de Marília.  O fantocheiro da biblioteca escolar da Escola Básica n.º 2 de Porto Alto é mágico p...

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