Blogue das Bibliotecas Escolares do Agrupamento de Escolas de Samora Correia, concelho de Benavente, distrito de Santarém.
Halloween - Take 2
Histórias da Ajudaris - 2019/2020
O volume dos textos criados pelos alunos para as "Histórias da Ajudaris" contemplou um texto de cada um dos estabelecimentos de ensino que participaram. Concorreram muitas mais turmas, com textos lindos e muito criativos, mas só os que se seguem foram selecionados para integrar a edição relativa ao ano passado.
Parabéns a todos os valentes prticipantes!
Brevemente, será possível adquirir o livro na BE.
A 3 de novembro de 1957, a URSS lança para o espaço o satélite Sputnik, com a cadela Laika a bordo
Faz amanhã anos que, às 22 horas e 28 minutos, a União Soviética lançava para o espaço o satélite Sputnik II, tendo a bordo a cadela Laika, sendo certo que ela não poderia voltar à terra, pois o satélite não possuía mecanismos de retorno.
Várias versões foram apresentadas sobre a forma como este animal teria morrido. Apenas em 2002, se soube a cruel verdade: após 4 a 5 horas de voo, a Laika faleceu com calor, sofrendo imenso com desidratação e convulsões. Em sua homenagem, e tendo em conta o seu sacrifício prol da ciência, milhares de cadelas em todo o mundo foram batizadas com o seu nome...
Terramoto de 1755 - 1 de novembro
A 1 de novembro de 1755, às 9 horas e 40 minutos, um violento terramoto atinge Lisboa e outras localidades portuguesas.
A historiadora Luísa Viana Paiva Boleo, no seu livro CASA HAVANEZA - 140 anos à esquina do Chiado, descreve assim este pavoroso acontecimento:
«O sismo teve o epicentro no mar, a oeste do estreito de Gibraltar, atingiu o grau 8,6 na escala de Richter e o abalo mais forte durou sete intermináveis minutos. Por ser sábado, acorreram mais pessoas às preces. As igrejas tinham os devotos mais madrugadores. Só na igreja da Trindade estavam 400 pessoas. Se os abalos tivessem começado mais tarde, teria havido mais vítimas, pois os aristocratas e burgueses iam à missa das 11 horas. Depois dos abalos, começaram as derrocadas. O Tejo recuou e depois as ondas alterosas tudo destruíram a montante do Terreiro do Paço e não só. Era o fim do mundo!
Os incêndios lavraram por grande parte da cidade durante intermináveis dias. Foram dias de terror. As igrejas do Chiado e os conventos ficaram destruídas. A capital do império viu-se em ruínas, já para não falar de outras zonas do país, como o Algarve, muitíssimo atingida pelo sismo e maremotos subsequentes. Do Convento do Carmo, construído ao longo de mais de trinta anos e terminado, provavelmente, em 1422, com o empenho e verbas do Condestável Nuno Álvares Pereira, sobrou um amontoado de ruínas. A comunidade italiana que mandara construir a Igreja do Loreto viu cair o sino da torre, e, de seguida, o incêndio tudo consumiu. Ficaram os escombros. Quanto às igrejas da Trindade e do Sacramento desapareceram. «O Sacramento, das 17 freguesias que sobre a ruína do abalo sofreram o estrago do incêndio, foi das mais destroçadas nessas horas funestas.» Não foi poupado o antigo Convento do Espírito Santo, que haveria de transformar-se nos Armazéns do Chiado e Grandela.
[...}
Na voragem do terramoto de 1755 desapareceram cinquenta e cinco palácios, mais de cinquenta conventos, a Biblioteca Real, vastíssima em livros e manuscritos e as livrarias (como sinónimo de bibliotecas) dos conventos de S. Francisco, Trindade e Boa Hora. As chamas reduziram a cinzas milhares de livros em cinco casas de mercadores de livros franceses, espanhóis e italianos, e em vinte e cinco – contadas por Frei Cláudio da Conceição – lojas e casas de livreiros. Salvou-se o precioso arquivo da Torre dos Tombo, devido aos cuidados do seu guarda-mor Manuel da Maia. Um jovem inglês de apelido Chase, que presenciou tudo, escreveu numa carta á família: «Porque o povo possuído da ideia de que era o Dia do Juízo, e querendo-se antes empregar em obras pias, tinha-se sobrecarregado de crucifixos e santos, e tanto os homens como as mulheres, durante os intervalos dos tremores, entoavam ladainhas ou atormentavam cruelmente os moribundos com cerimónias religiosas e, cada vez que a terra tremia, todos de joelhos bradavam misericórdia, com a voz mais angustiosa que imaginar se possa.» Balanço da tragédia: entre 12 a 15 mil vítimas mortais, numa população de 260 mil e mais de 10 mil edifícios destruídos. Voltaire, em Genebra, escreve impressionado Poème sur le désastre de Lisbonne(1).»
(1) Não há unanimidade quanto ao número de mortos. Entre 20.000 e 100.000. Parece que o número mais aproximado terá sido de 60 mil.
(in https://www.leme.pt/magazine/efemerides/1101/terramoto-de-1755.html)
Desafio da Semana
Temos de parabenizar muito, muito o Gustavo Medeiros, do 5.º C2, pela sua constante e correta participação nesta atividade promovida pela BE, mas queremos também reiterar aqui a nossa tristeza por não termos tido ainda mais participantes.
Quem se atreve?
Halloween, a verdadeira história
Sabes por que se comemora o Dia das Bruxas? Descobre tudo aqui:
https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/almanaque/halloween-origem-historia.phtml?fbclid=IwAR1rgYQAHkyneK5pSwf7H9TAdKbbZanrXEAnEV_CcHk-RL-1U1buY8m7kz8CELEBRATING HALLOWEEN
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