Programa de Oferta de Assinaturas Digitais.

 


Desde dia 9 de maio, todos os jovens entre os 15 e os 18 anos (inclusive) podem aderir gratuitamente a uma assinatura digital de um jornal ou de uma revista, de carácter generalista ou económico, à sua escolha, durante dois anos.

Informa-te aqui: 

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(visite nossa biblioteca digital em https://bibliotecadigitalaesc.webnode.pt/)

Literacia digital para o 4.º ano

 






Iniciamos, hoje, as sessões, para todas as turmas de 4.º ano do nosso agrupamento, de Literacia Digital. Os engenheiros da Microsoft, Digo Cameirinha e Pedro Ferreira, são os convidados porque o conhecimento dos perigos do digital é de vital importância para as nossas crianças e jovens.

Muito obrigado pela disponibilidade!

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Ser escritor é cool! - resultados do 3.º desafio

 Eis os resultados da votação do júri aos 4 textos a concurso que nos chegaram, para o 3.º e último desafio: 


Camões VS O Futuro (Ou: Quem me dera ter ficado em 1572) - 578/600 pontos
O Despertar de Camões no Século XXI - 515/600 pontos
Camões nos dias de hoje - 522/600 pontos
Camões na Era Digital - 539/600 pontos


E, agora, divulgamos os outros 3 fantásticos textos, que pela qualidade são também uns vencedores! 

Camões na Era Digital

Lisboa. Século XXI. Luís de Camões desperta, atordoado com os sons, luzes e movimentos à sua volta. Os elétricos substituíram os cavalos, os barcos perderam as velas e os rostos estão virados para pequenos ecrãs.

Um jovem cruza-se com ele.

Camões: Por mil batalhas! Que realidade é esta, onde todos olham para tábuas de vidro e ignoram o mundo em redor?

Jovem: Olá! Estás bem? Nunca vi ninguém vestido assim… Isso que vês são telemóveis. Servem para comunicar, trabalhar, estudar, divertir… Tudo.

Camões: Te-le-mó-vel? E que encanto é esse que os prende como se fosse um feitiço?

Jovem: É só tecnologia. Temos internet, redes sociais, inteligência artificial, tudo em tempo real.

Camões: Tempo real? Pensava eu que todo o tempo era real. Mas se dizes que comunicam, porque vos vejo tão calados? Onde está o olhar direto, o toque sincero?

Jovem: Hoje a comunicação é rápida, prática. Enviamos mensagens, fazemos videochamadas. Não é preciso estar frente a frente.

Camões: Prática, sim… Mas onde fica o sentimento? A carta escrita à mão, o poema declamado ao luar? Há beleza na demora, sabedoria na espera.

Jovem: É tudo mais imediato. E também mais superficial, às vezes. Partilhamos imagens, frases curtas, emoções rápidas.

Camões: Vejo, então, que trocais profundidade por velocidade. Estais ligados, mas talvez desligados do essencial.

Jovem: Muitos sentem isso. Há solidão, ansiedade, apesar de estarmos “conectados”.

Camões: A tecnologia não é o mal, mas o uso que dela se faz. Se serve para unir, bem-vinda seja. Mas se distancia corações, que se repense o caminho.

Jovem: É difícil encontrar equilíbrio. Tudo acontece tão depressa…

Camões: A pressa rouba-nos o sabor das coisas. Um poema lido em segundos perde o seu poder. Um amor declarado por emoji perde a sua alma.

Jovem: Emoji?

Camões: Desenhos em vez de palavras? Ai de mim! Onde está o encanto da metáfora, o arrepio da rima?

Jovem: Ainda há quem escreva. Mas são poucos…

Camões: Então que se escreva mais. Que se sintam mais as palavras, que se viva mais devagar. Talvez assim se reencontre o que já se começa a perder: o verdadeiro contacto humano.

 

Lara Mendes nº17, João Salvador nº16, Turma: 8F 

Camões nos dias de hoje

(Num jardim tranquilo junto ao Tejo, estava um jovem chamado Tiago a olhar para o telemóvel quando apareceu, confuso, um homem de barba e roupa antiga. Era eu, Luís de Camões.

Camões: Que mundo é este, tão ruidoso? Por onde anda Lisboa, com o seu fado e as varandas?

Tiago: Eh… Está bem no meio dela, senhor. Mas quem é o senhor vestido assim? Algum ator?

Camões: Ator? Não. Mas poeta fui. Camões é o meu nome — talvez já tenhas ouvido falar de Os Lusíadas?

Tiago com os olhos arregalados: Camões?! Tipo… O Camões? O dos poemas épicos?

Camões: O mesmo. Mas dizei-me, por que andam todos curvados sobre esses espelhos?

Tiago: Isto? É um telemóvel. Com ele falo com pessoas, tiro fotos, vejo vídeos, leio livros…

Camões: Um só espelho faz isso tudo? Que feitiçaria moderna é esta? E ainda há livros em papel?

Tiago: Ainda há, mas muitos leem em ecrãs. Há até inteligência artificial que escreve textos, etc...

Camões: Que é da inspiração se as máquinas compõem o verso?

Tiago: Pois… É uma discussão que temos.

Camões: Tal como a caneta precisa da mão, imagino que esses vossos espelhos precisam de propósito. Mas dizei-me: ainda se canta o amor?

Tiago: Ainda se canta, mas agora é mais com autotune. Mas o amo, esse continua complicado.

Camões: Ah! O amor não muda, apenas muda a forma como o cantamos. Dizei-me, jovem: que valor tem hoje a palavra? Ainda há quem chore por versos?

Tiago: Alguns sim, outros só choram por não ter WiFi.

Camões: O mundo corre, e talvez esqueça de sentir. E as guerras? As viagens? Os heróis?

Tiago: Guerras há, mas não são com espadas. Agora são drones e ciberataques. E os heróis… Bem, há quem os encontre em influencers.

Camões: Estranha forma de viver...

Tiago: E o senhor, o que faria se vivesse hoje?

Camões: Talvez escrevesse nas vossas redes sociais. Mas nunca deixaria de falar ao coração.

Tiago: Sabe, acho que há muitos que ainda precisam de Camões.

Camões: Então que venha o futuro, desde que não nos leve a alma.

 

(Camões ergue os olhos para o céu, agradecido por ter vivido um dia de hoje.)

Beatriz Oliveira e Maria Monteiro, 8.º F

O Despertar de Camões no Século XXI  

Cena I – O Encontro Inesperado

Camões abre os olhos, confuso, sentindo o peso de séculos nas suas memórias. As ruas que o cercavam eram uma amálgama de luzes e ruídos estranhos. Ao caminhar desajeitadamente, encontra um jovem com um telemóvel na mão. Intrigado, aproxima-se e diz:
— Jovem, onde estou? Que mundo é este que se revela diante de mim? — pergunta Camões, com voz firme mas perplexa.
O cidadão do século XXI, surpreso pela indumentária peculiar e o tom poético, responde:
— Estamos no ano de 2025. Parece que viajaste no tempo, senhor… Quem és tu?
— Sou Luís de Camões, poeta de Portugal e cantador de feitos de outrora. Mas dizei-me, que engenho mágico é esse que manejais?

Cena II – A Descoberta da Tecnologia

O jovem levanta o telemóvel e tenta explicar.
— Isto é um smartphone. Com ele, posso comunicar instantaneamente com pessoas em qualquer parte do mundo, aceder a informações, ler livros e até ver filmes.
Camões, espantado, aproxima-se para observar.
— Comunicação instantânea, dizes? Sem o uso de mensageiros ou cartas? É magia ou ciência?
— Ciência, meu caro. A tecnologia avançou bastante desde o teu tempo. A nossa vida depende muito destes dispositivos.
— Oh, quão distinta é a tua realidade da minha! Mas, dizei-me, esta facilidade de comunicar não vos rouba o encanto do convívio pessoal?

Cena III – A Crítica à Modernidade

O jovem hesita antes de responder.
— Tens razão. Com tanta comunicação virtual, às vezes esquecemos de valorizar os encontros presenciais. Muitos de nós vivem mais no ecrã do que no mundo real.
Camões sorri, mas com um ar melancólico.
— Ah, que triste sina! A convivência, o calor humano, não deveriam ser substituídos por estas frias engenhocas. O amor e a amizade precisam de olhares, toques e palavras ditas com emoção.

Cena IV – O Impacto da Velocidade

— E sobre a rapidez da informação? — pergunta o jovem. — Hoje podemos saber o que acontece no outro lado do mundo num instante.
Camões pondera antes de responder.
— É verdadeiramente notável, mas pergunto-me se não vos sobrecarrega a alma. A pressa de saber tudo e de tudo responder não vos priva da calma necessária para a reflexão? O meu tempo era lento, mas cada palavra escrita carregava peso e intenção.

Cena V – A Arte na Era Digital

O jovem, entusiasmado, partilha mais.
— Também podes ler poesia e literatura no telemóvel. Todos os grandes poetas, como tu, estão agora ao alcance de todos!
Camões ergue as sobrancelhas, impressionado.
— Isso é digno de louvor. Porém, questiono: será que os leitores ainda apreciam o valor da palavra escrita? Ou consomem tudo de forma ligeira e sem verdadeira compreensão?
— Alguns ainda o fazem, mas muitos preferem conteúdos mais curtos e simples.
— Que pena, jovem! Pois a arte merece dedicação e tempo.

Cena VI – A Despedida Reflexiva

Camões olha para o céu iluminado pelas luzes artificiais.
— Jovem, este mundo assombra-me pela sua grandeza, mas aterroriza-me pela sua pressa e solidão. Não desprezeis a tecnologia, mas cuidai para que ela não vos roube a humanidade.
O jovem acena, emocionado.
— Obrigado pelas tuas palavras, Camões. Dás-nos algo em que pensar.
O poeta sorri e começa a caminhar. Embora deslocado, sente que sua missão de observar, questionar e inspirar permanece viva, mesmo neste novo mundo.

Ivan Roque 8⁰C

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Muito merecido!

 

O terceiro desafio deste entusiasmante concurso presenteou-nos com 4 lindos trabalhos de alunos do 8.º C e F.

Os alunos tinham de maginar que Camões acordava no mundo de hoje e era confrontado com as incríveis mudanças tecnológicas introduzidas na sociedade atual. Qual seria a opinião dele sobre essa transformação tão disruptiva? Para explorar essa ideia, deviam construir um diálogo entre Camões e um cidadão do século XXI, no qual ele questiona os factos e expressa a sua opinião sobre a vida moderna, a comunicação instantânea e o impacto da tecnologia nas relações interpessoais. 

O júri deliberou e o texto vencedor é este, do Gustavo Mateus: 

Camões VS O Futuro (Ou: Quem me dera ter ficado em 1572)

(Camões acorda num banco de jardim, desnorteado. Olha em volta e vê um jovem com um telemóvel na mão.)

Camões: Ai de mim! Que feitiçaria é esta? Tamanha claridade, sem candeia e um povo que anda de olhos pregados a pedras mágicas?

Jovem: Eish, o senhor está bem? Parece que caiu de uma máquina do tempo…

Camões: Que dizeis, mancebo? Por acaso sois vós um mago? Como fazeis para falar com esse… esse artefacto brilhante?

Jovem: Isto? Um telemóvel. Dá para falar, ver vídeos, jogar… Basicamente, a vida toda está aqui dentro.

Camões: Vossa vida numa pedra? Pois se nas minhas epopeias soubera de tal engenho, muito trabalho me teria poupado!

Jovem: Pois, mas hoje em dia ninguém escreve epopeias. Agora há tweets.

Camões: Tweets? Não me digais que os pardais escrevem…

Jovem: Não, são frases curtas que se metem na Internet.

Camões: Internet? Por São Jorge! É pois um mar invisível onde se navega sem caravela?

Jovem: Exato! Até há sites que fazem poemas automaticamente.

Camões: Vil máquina! Usurpa a pena dos poetas!

Jovem: Mas, se quiser, pode pôr o seu Os Lusíadas online, assim chega a mais gente.

Camões: Antes escreveria eu mil sonetos à luz de velas do que confiar minha obra a esse espírito digital!

(Um carro elétrico passa, silencioso. Camões grita e esconde-se atrás do banco.)

Camões: E aquele monstro que rola sem corcéis? Feiticeiros!

Jovem: Calma, é só um Tesla. Anda sozinho.

Camões: Anda… sozinho?! Ora, por vossa mercê, dizei-me que em vossa era ao menos ainda há vinho!

Jovem: Claro! E agora há vinho sem álcool.

Camões: Sem álcool?! Levai-me de volta à batalha de Alcácer Quibir, que este mundo é mais cruel!

(O jovem ri. Camões levanta-se e avista um outdoor com uma influencer a fazer uma selfie.)

Camões: Santo Deus! Quem é esta donzela que se retrata e exibe ao povo?

Jovem: Uma influencer. Ganha dinheiro a pôr fotos na Internet.

Camões: Fotos? Como pinturas?

Jovem: Mais ou menos, mas sem precisar de pincel.

Camões: E ela é famosa por isso?

Jovem: Sim, tem milhões de seguidores.

Camões: Então, a fama já não vem da guerra, da poesia ou das descobertas, mas sim de fazer caretas para um espelho mágico?! Feliz fico eu! Que nunca no meu tempo se valorizavam coisas simples como a arte!

Jovem: Não é nada disso! Apesar de ela ter milhões de seguidores, tem vindo a perder cada vez mais. O mundo de hoje está cada vez mais a baixar a valorização da arte!

Camões: (desesperado) Mandai-me já de volta ao século XVI, que este novo mundo é uma epopeia… Mas de loucos!

(Fim – ou talvez o verdadeiro início da maior crise existencial da vida de Camões!)


Muito merecido! Parabéns, Gustavo!


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Abr@ço tão bom!

 




A querida Susana Zhu, do 7.º G, apresentou, hoje o seu trabalho final do projeto Abr@ço, sobre a arte na China.
Foi fantástica a sua prestação e maravilhoso o envolvimento dos colegas nas temáticas, fazendo perguntas, querendo sempre ver mais e mais!




"Onde moram as coisas?"


    Voltamos a perguntar "Onde moram as coisas?"
   A pergunta, que serve de título ao livro de Pedro Ferrão e Marco Parchow, uma edição Qual Albatroz, questionou as turmas do 5.° B e do 5.ºG do Agrupamento de Escolas de Samora Correia, na Escola Básica de Porto Alto.
    Esta sessão de Mediação do Livro e da Leitura contou ainda com uma atividade de escrita criativa que, a partir de algumas peças com ilustrações, aguçaram a imaginação dando origem a uma narrativa mágica e inusitada.
    Foi fantástico!


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A magia do fantocheiro

  O interessante desta atividade, para além dos seus benefícios, é testemunhar o empenho e o entusiasmo dos alunos na apresentação da narrat...

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