Visita tão simpática!

 




A simpática e talentosa Ana Cláudia Dâmaso visitou-nos e conversou com os alunos de 9.º e de 12.º ano sobre o seu mais recente trabalho, Não vales nada.

Também pela pertinência da temática, esta autora é sempre bem-vinda e os nossos jovens têm oportunidade de refletir sobre o Bullying e a violência gratuita nas escolas. 

Foi um gosto, Ana Cláudia Dâmaso!


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Diga Bom Dia com Poesia! - terça- feira, 17 de março

 


Pré-escolar




1.º ciclo 

Joaninha

A joaninha bonita
Que mora a meio do caminho
Da rua das violetas
Tem um vestido de chita
Todo ele encarnadinho
E cheio de bolinhas pretas.

E quando a gente lhe diz:
‹‹Joaninha voa, voa,
Não me digas que tens medo,
Se voas serás feliz
Que o teu pai está em Lisboa
Foi lá comprar um brinquedo…››

A joaninha responde:
‹‹Se és amigo verdadeiro
Não me digas voa, voa,
– voar sim, mas para onde? –
o meu pai não tem dinheiro
para ter ido a Lisboa…››

E a joaninha bonita
Lá se fica no caminho
Da rua das violetas
Com um vestido de chita
Todo ele encarnadinho
E cheio de bolinhas pretas…

Sidónio Muralha

2.º ciclo

Liberdade

Aqui nesta praia onde
Não há nenhum vestígio de impureza,
Aqui onde há somente
Ondas tombando ininterruptamente,
Puro espaço e lúcida unidade,
Aqui o tempo apaixonadamente
Encontra a própria liberdade.

 

                                               Sophia de Mello Breyner Andersen


3.º ciclo

XXI 

Se eu pudesse trincar a terra toda  
E sentir-lhe um paladar,

E se a terra fosse uma cousa para trincar
Seria mais feliz um momento...  
Mas eu nem sempre quero ser feliz.  
É preciso ser de vez em quando infeliz  
Para se poder ser natural...

Nem tudo é dias de sol, 
E a chuva, quando falta muito, pede-se. 
Por isso tomo a infelicidade com a felicidade 
Naturalmente, como quem não estranha 
Que haja montanhas e planícies 
E que haja rochedos e erva...

O que é preciso é ser-se natural e calmo 
Na felicidade ou na infelicidade, 
Sentir como quem olha, 
Pensar como quem anda, 
E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre, 
E que o poente é belo e é bela a noite que fica... 
Assim é e assim seja...

Alberto Caeiro, Poesia, “O guardador de rebanhos”


Secundário 

Eu

Eu sou a que no mundo anda perdida,
Eu sou a que na vida não tem norte,
Sou a irmã do Sonho, e desta sorte
Sou a crucificada ... a dolorida ...



Sombra de névoa ténue e esvaecida,
E que o destino amargo, triste e forte,
Impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida! ...

Sou aquela que passa e ninguém vê ...
Sou a que chamam triste sem o ser ...
Sou a que chora sem saber porquê ...

Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo pra me ver
E que nunca na vida me encontrou!


                     Florbela Espanca, in "Livro de Mágoas"


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Este cão é tão fixe!






 

Os meninos das salas da educadora Susana Barros e da educadora Paulinha divertiram-se a valer com este cão que, embora mal desenhado, é muito engraçado.
Depois, aprenderam a fazer carimbos e foi uma animação!

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Diga Bom Dia com Poesia! - segunda-feira, 16 de março


Um poema por dia nem sabe o bem que lhe fazia!...


 Pré-escolar 

1.º ciclo

O Menino Azul

O menino quer um burrinho
para passear.
Um burrinho manso,
que não corra nem pule,
mas que saiba conversar.

O menino quer um burrinho
que saiba dizer
o nome dos rios,
das montanhas, das flores,
— de tudo o que aparece.

O menino quer um burrinho
que saiba inventar histórias bonitas
com pessoas e bichos
e com barquinhos no mar.

E os dois sairão pelo mundo
que é como um jardim
apenas mais largo
e talvez mais comprido
e que não tenha fim.

(Quem tiver de um burrinho esses,
pode escrever
para as Ruas das Casas,
Número das Portas,
ao Menino Azul que não sabe ler.)

                                                Cecília Meireles


2.º ciclo

Ser Poeta

 

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior

Do que os homens! Morder como quem beija!

É ser mendigo e dar como quem seja

Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!

 

É ter de mil desejos o esplendor

E não saber sequer que se deseja!

É ter cá dentro um astro que flameja,

É ter garras e asas de condor!

 

É ter fome, é ter sede de Infinito!

Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...

É condensar o mundo num só grito!

 

E é amar-te, assim, perdidamente...

É seres alma, e sangue, e vida em mim

E dizê-lo cantando a toda a gente!

 

                                   Florbela Espanca


3.º ciclo

Eu quero morrer no mar

 

Olha os meus olhos morena

porque a aventura é ficar

se a minha terra é pequena

eu quero morrer no mar.

 

Lençóis de algas e peixes

de barcos a menear

no dia em que tu me deixes

eu quero morrer no mar.

 

E se o negro é tua cor

respirando devagar

depois de amor meu amor

eu quero morrer no mar.

 

António Lobo Antunes




Secundário

Abril de abril

 

Era um abril de amigo Abril de trigo.

Abril de trevo e trégua e vinho e húmus

Abril de novos ritmos novos rumos.

 

Era um abril comigo abril contigo

Ainda só ardor e sem ardil

Abril sem adjetivo abril de abril.

 

 Era um abril na praça abril de massas

 Era um abril na rua abril a rodos

 Abril de sol que nasce para todos.

 Abril de vinho e sonho em nossas taças

 Era um abril de clava abril em ato

 Em mil novecentos e setenta e quatro.

 

 Era um abril viril tão bravo

 Abril de boca a abrir-se abril palavra

 Esse abril em que abril se libertava.

 

 Era um abril de clava abril de cravo

 Abril de mão na mão e sem fantasmas

 Esse abril em que abril floriu nas armas.

 

 Manuel Alegre in “ País de Abril”


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Clube de Leitura Lerás- Mês da Leitura

 


    Hoje foi dia de Clube de leitura, na Escola Básica Fonte dos Escudeiros. Foi a vez de conhecer a história Ter Coragem Todos os Dias, um texto de Trudy Ludwig e Ilustrações de Patrice Barton da editora Fábula.

    

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Já leu com o seu filho, hoje?

 



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A minha solidão devia ter asas


Os alunos do 10.º ano, da Escola Secundária Professor João Fernandes Pratas, assistiram ao espetáculo A minha solidão devia ter asas, no Cine-Teatro de Benavente.

Este espetáculo é uma verdadeira experiência sensorial que cruza leitura, representação, música, dança, performance e multimédia. 

Cristina Paiva (formidável atriz) chama a si autores universais - portugueses e de outras línguas - para nos mostrar como são ou podem ser as experiências de todos nós. A beleza e a força das palavras de Álvaro de Campos, Alexandre O'Neill, Fernão Mendes Pinto, António Lobo Antunes, Maria Velho da Costa, Gil Vicente, António Ramos Rosa, Mário Cesariny, entre outros, são um espelho para nos vermos e, também, para ver quem está ao nosso lado.

O espetáculo procura a compreensão, o diálogo, a semelhança das nossas experiências, da nossa solidão. A conversa final, entre a atriz e os alunos, não deixou de sublinhar esse esforço. A esse propósito, podemos lembrar uma das muito famosas e imbatíveis frases de António Lobo Antunes: "Temos a mania que a inteligência é a maior virtude, mas a bondade é a maior." Que transformemos as palavras boas da nossa extraordinária língua em ações boas.

Deixamos o QR code disponibilizado pela Andante Associação Artística, onde se pode consultar todas as referências e elementos do espetáculo. Muitos dos autores e das obras encontram-se na coleção da nossa biblioteca escolar. 


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A magia do fantocheiro

  O interessante desta atividade, para além dos seus benefícios, é testemunhar o empenho e o entusiasmo dos alunos na apresentação da narrat...

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